Post do Editor
É com um imenso e inenarrável prazer que comprei ontem a noite no Letras e Expressões do Leblon, o tão esperado "Diário de Antônio Maria" pela justa quantia de vinte reais. Não só me deleitei ao ver finalmente o livro na minha mão, quando após comprá-lo e conversar com o balconista sobre as duras penas que me levaram à estar ali depois de uma semana de peregrinação, quando ele me revelou outra coisa: "As Crônicas de Antônio Maria - bendita sejam as moças" por vinte e quatro merecidos reais.
Estou encantado e absorto no texto do diário e com uma ambígua e louca vontade de terminá-lo logo e não terminá-lo jamais. A idéia de ter outro livro de Maria com textos inéditos em livros ali me esperando na mesa é mui tentadora, porém a concepção de que esses, talvez, sejam os últimos textos que lerei do mestre, me enche de uma melancolia sem fim. Não queria nunca deixar de ler Antônio Maria. Leio no seu texto o meu e na sua vida, um pouco da minha. Não sou gordo, mulato, casado e nem tenho filhos. Não escrevo profissionalmente, não sou chegado à comida nem à bebida. Não conheço nem conheci Miss Brasil ou socialites, porém sinto-me tão perto deste gênio, que o tempo parece regredir as vezes e me pego sonhando acordado, olhando pela janela... procurando nas janelas do Edifício Orânia, uma improvável e impossível pista que me mostraria em qual delas Antônio Maria se espichava para ver o mar.
O por quê disso eu não sei. Só sei que sinto uma profunda tristeza em pensar que nunca conheci e nunca poderei apertar-lhe a mão, olhar-lhe nos olhos e trocar um dedo de prosa. Ora! Eu daria um dedo meu por um dedo de prosa com esse pernambucano mais carioca que pisou nesse chão.
Salve, Maria!
É com um imenso e inenarrável prazer que comprei ontem a noite no Letras e Expressões do Leblon, o tão esperado "Diário de Antônio Maria" pela justa quantia de vinte reais. Não só me deleitei ao ver finalmente o livro na minha mão, quando após comprá-lo e conversar com o balconista sobre as duras penas que me levaram à estar ali depois de uma semana de peregrinação, quando ele me revelou outra coisa: "As Crônicas de Antônio Maria - bendita sejam as moças" por vinte e quatro merecidos reais.
Estou encantado e absorto no texto do diário e com uma ambígua e louca vontade de terminá-lo logo e não terminá-lo jamais. A idéia de ter outro livro de Maria com textos inéditos em livros ali me esperando na mesa é mui tentadora, porém a concepção de que esses, talvez, sejam os últimos textos que lerei do mestre, me enche de uma melancolia sem fim. Não queria nunca deixar de ler Antônio Maria. Leio no seu texto o meu e na sua vida, um pouco da minha. Não sou gordo, mulato, casado e nem tenho filhos. Não escrevo profissionalmente, não sou chegado à comida nem à bebida. Não conheço nem conheci Miss Brasil ou socialites, porém sinto-me tão perto deste gênio, que o tempo parece regredir as vezes e me pego sonhando acordado, olhando pela janela... procurando nas janelas do Edifício Orânia, uma improvável e impossível pista que me mostraria em qual delas Antônio Maria se espichava para ver o mar.
O por quê disso eu não sei. Só sei que sinto uma profunda tristeza em pensar que nunca conheci e nunca poderei apertar-lhe a mão, olhar-lhe nos olhos e trocar um dedo de prosa. Ora! Eu daria um dedo meu por um dedo de prosa com esse pernambucano mais carioca que pisou nesse chão.
Salve, Maria!
